1. Primeiro confirme se precisa realmente de visto
Os requisitos de visto Schengen baseiam-se sobretudo na nacionalidade, e não no local onde por acaso reside. Alguns titulares de passaporte precisam de visto de curta duração; outros podem entrar sem visto para visitas elegíveis. Residentes legais que apresentam o pedido fora do país da sua nacionalidade podem ter de demonstrar estatuto de residência no local do pedido. Utilize a Comissão Europeia ou o consulado responsável para confirmar a sua categoria antes de preparar os documentos.
2. Apresente o pedido ao Estado-Membro correto
O chamado visa shopping — pedir visto a um país apenas porque as marcações parecem mais fáceis — pode criar problemas se esse país não for o verdadeiro destino principal. Se um país corresponder ao objetivo principal ou à estadia mais longa, é normalmente esse Estado que trata do pedido. Quando várias estadias têm a mesma duração e não existe outro destino principal, a regra da primeira entrada pode tornar-se relevante. Construa um itinerário que reflita a viagem que realmente pretende fazer.
3. A regra 90/180 aplica-se ao espaço como um todo
Para estadias curtas normais, os dias passados nos países Schengen são somados em vez de o contador reiniciar em cada fronteira interna. O cálculo olha para trás ao longo de um período móvel de 180 dias para determinar quantos dias de curta duração já foram utilizados. Um visto de múltiplas entradas não elimina este limite. Vistos nacionais de longa duração e autorizações de residência seguem regras diferentes, por isso não use um visto de curta duração como substituto da residência.
4. Os documentos devem contar uma história coerente
Os consulados pedem normalmente passaporte, formulário de candidatura, fotografia, seguro médico de viagem, provas de alojamento e transporte, prova de meios financeiros e documentos que demonstrem o objetivo da viagem e razões para regressar. As listas exatas variam por país e requerente. Mais papelada não é automaticamente melhor: os documentos devem ser atuais, verificáveis e coerentes com o itinerário, emprego e situação financeira descritos no pedido.
5. As reservas devem ser tratadas com cautela
Os requerentes precisam muitas vezes de demonstrar um itinerário plausível, mas comprar bilhetes caros e não reembolsáveis antes de uma decisão pode criar risco desnecessário. Siga as instruções do consulado ou do centro oficial de vistos sobre as provas de reserva aceitáveis. Evite documentos falsos de hotel ou voo. Uma alteração genuína após a emissão é diferente de apresentar o pedido com um itinerário que nunca teve intenção de usar.
6. Pode ser exigida biometria e comparência pessoal
Os requerentes podem ter de fornecer impressões digitais e fotografia, com regras sobre quando dados biométricos recolhidos anteriormente podem ser reutilizados. Os sistemas de marcação e prestadores de serviços externos diferem por país. Marque através dos canais consulares oficiais ou do prestador autorizado indicado pelo consulado. Tenha cuidado com terceiros que afirmam vender marcações ou aprovações garantidas.
7. Um visto pode ser de entrada única ou múltiplas entradas
Um visto de entrada única permite uma entrada nos termos previstos, enquanto um visto de múltiplas entradas pode permitir entradas repetidas durante a sua validade. Nenhum dos formatos permite ignorar a duração autorizada da estadia ou a regra 90/180. Leia cuidadosamente a vinheta do visto quando for devolvida e confirme se nomes, número de passaporte, datas, número de entradas e duração estão de acordo com a decisão.
8. Trate o consulado como a autoridade
As regras Schengen são comuns, mas as práticas documentais e os procedimentos de marcação podem variar entre Estados-Membros e locais. Os requisitos também mudam. Utilize o consulado responsável, o seu centro de candidaturas autorizado e as orientações da Comissão Europeia como fontes principais. Conselhos nas redes sociais podem ser úteis para perceber como é uma marcação, mas a aprovação de outro viajante não determina o que a sua candidatura exige.
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