Onde ficar em Londres

Londres é demasiado grande para que “central” seja, por si só, uma descrição útil da localização de um hotel. Dois hotéis podem anunciar ambos uma localização central e criar viagens completamente diferentes: um pode deixá-lo perto de teatros e vida noturna, outro junto a museus, parques ou grandes estações ferroviárias. A melhor abordagem é escolher a zona em função do tipo de dias que espera ter e depois comparar hotéis a uma distância a pé razoável de uma estação útil de Underground ou de comboio.

1. Covent Garden e Soho: mais fáceis para uma primeira visita curta

Se a sua prioridade é ir a pé até às principais atrações do West End, teatros, restaurantes e vida noturna, Covent Garden e Soho são difíceis de superar. Pode chegar a Trafalgar Square, à zona do British Museum, a Leicester Square e a grande parte do centro de Londres sem usar constantemente transportes. A contrapartida é o preço, o ruído e quartos mais pequenos. Verifique a rua exata: um hotel a dois quarteirões de bares noturnos pode ser muito diferente de outro numa rua lateral tranquila.

2. Westminster e Victoria: monumentos clássicos e transportes

Westminster deixa-o perto do Parlamento, Westminster Abbey, St James’s Park e Buckingham Palace, enquanto Victoria acrescenta um dos principais nós ferroviários e rodoviários de Londres. É prático para uma primeira visita e para viajantes que utilizam comboios ligados a Gatwick ou autocarros de longo curso. À noite pode ser mais sossegado do que Soho, o que alguns visitantes preferem. A qualidade dos hotéis varia bastante, sobretudo entre pequenas moradias convertidas em hotel na zona de Victoria, por isso vale a pena verificar dimensões dos quartos e fotografias recentes de hóspedes.

3. South Bank e Bankside: vistas do rio e Londres cultural

A margem sul do Tamisa funciona bem se gosta de passeios junto ao rio e quer ter por perto a Tate Modern, Shakespeare’s Globe, Borough Market ou London Eye. South Bank e Bankside podem parecer mais calmas do que as ruas mais movimentadas do West End, apesar de continuarem extremamente centrais. As pontes tornam muitas atrações da margem norte acessíveis a pé. A principal questão é o acesso às estações: escolha um hotel junto a uma estação útil de Tube ou comboio em vez de se basear apenas na proximidade aparente ao rio.

4. South Kensington: museus e ambiente residencial elegante

South Kensington é particularmente indicada para famílias, viagens centradas em museus e viajantes que preferem ruas residenciais elegantes à vida noturna. Natural History Museum, Science Museum e Victoria and Albert Museum ficam próximos uns dos outros, e Hyde Park está ali perto. As ligações de transporte são boas, embora atravessar a cidade continue a poder levar tempo. Os preços raramente são baixos, mas à noite a zona costuma ser mais tranquila do que os bairros de entretenimento.

5. Shoreditch: vida noturna, restaurantes e energia do leste de Londres

Shoreditch é adequada a viajantes mais interessados em bares, restaurantes independentes, música e bairros criativos do que em ficar ao lado de Buckingham Palace. Spitalfields, Brick Lane e partes da City ficam a uma distância razoável a pé, com boas ligações ferroviárias e de Underground para outros locais. Pode ser ruidoso aos fins de semana e o ambiente muda de rua para rua. É mais indicado para um fim de semana urbano do que para visitantes com crianças que procuram noites tranquilas.

6. King’s Cross: subestimada pelas ligações práticas

King’s Cross e St Pancras são excelentes se a sua viagem inclui Eurostar ou comboios interurbanos. A zona envolvente mudou profundamente, com restaurantes e espaços públicos requalificados em redor de Coal Drops Yard, enquanto várias linhas de Underground facilitam deslocações por Londres. Não é a base londrina tradicional mais bonita, mas num itinerário por várias cidades o tempo poupado em transferes pode compensar ficar num bairro mais fotogénico.

7. Paddington e Earl’s Court: compromissos úteis de preço

Paddington é prática para ligações ferroviárias a Heathrow e Hyde Park, enquanto Earl’s Court oferece frequentemente uma gama mais ampla de hotéis e apartamentos com serviços a preços moderados e bom acesso ao Tube. Nenhuma das duas é a escolha automática pela atmosfera, mas ambas podem reduzir o custo de alojamento sem o empurrar para longe nos subúrbios. Em Londres, poupar ficando perto de uma estação costuma ser mais inteligente do que escolher um hotel mais barato que exija uma longa viagem de autocarro todas as manhãs.

8. Como escolher o hotel exato

Depois de escolher uma zona, verifique o tempo a pé até à estação, acesso sem degraus se necessário, tamanho do quarto, ar condicionado, disponibilidade de elevador e ruído da rua. Hotéis londrinos em edifícios históricos convertidos podem ter plantas invulgares e quartos muito pequenos. Leia avaliações recentes procurando problemas recorrentes, em vez de se prender a queixas isoladas. Uma morada ligeiramente menos na moda, mas com transporte direto para as suas prioridades, pode tornar a viagem muito mais fácil do que um hotel caro escolhido apenas pelo código postal.

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